Mundanus

... E nada como se pegar pensando, de tempos em tempos, "olha, olha como o céu está cinza hoje...", para logo depois ser surpreendido por uma fresta de Sol que lhe aquece suavemente o rosto, vencendo todo o céu ameaçador ... fechar os olhos... e deixar as memórias do verão passado por alguns segundos tomar conta de seu corpo...





Memórias:





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É por aqui que vai pra lá?
"Na verdade, mesmo mergulhando naquele marzão de Deus, ou depois, na piscina do hotel, havia um quê de melancólico no dia. Ela não estava por ali. E não era, decerto, por causa das costas sem Sundown que ela fazia falta. Era por uma razão menos prática e mais da alma."

tudo vai ser DiFeReNtE
"Deus, já briguei tantas vezes com o Senhor, não é? Por causa da minha incapacidade de compreender ou aceitar sua vontade, eu neguei sua existência e minha fé foi transformada em ressentimento e raiva. Parece-me, entretanto, que o Senhor não irá se ver livre de mim tão cedo, pois acabo sempre retornando, ainda que contrariada ou resmungando, a seus braços acolhedores."

Kioshi.org
"E a raiva - a raiva vai passar. Mesmo que teus demônios te assombrem demais na madrugada e ainda não te deixem dormir, mesmo ainda não dando para fechar os olhos e sonhar tranquilo, isso tudo vai passar.Você conseguiu uma vez e vai conseguir de novo."

My own pretty hate machine
"Quando eu era pequeno, eu levantava minhas mãos pro céu e rodava e rodava e rodava... e o mundo inteiro se desmanchava ao meu redor, num feito incrível de cores e luzes, de emoção e intuição, até que a tontura tomasse conta de mim e eu caía no chão. Daí eu me levantava e fazia de novo. Estava certo que um dia eu conseguiria rodar tão rápido que a vertigem não me pegaria."

Eu, cartesiano.
"...Penso apenas porque me agrada a idéia de divagar sobre os assuntos que eu bem entender, sem preconceitos e, ao mesmo tempo, exercitar a única liberdade que realmente tenho. Penso até para testar minha moral, o prazo de validade dos meus conceitos, para julgar o (meu) certo e o (meu) errado com pelo menos alguma lucidez"

Sorriso Lexotan
"Às vezes acontece quando durmo pouco. Outras vezes, na TPM. Em certas horas, por motivos desconhecidos. É quando uma nuvem negra fica plantada sobre minha cabeça, deixando-me tonta. O coração aperta, o estômago gela e as lágrimas surgem facilmente. E nessas horas tudo o que eu quero é só um abraço apertado e alguém dizendo que vai passar."

Garden of Death
"Quando morrer, quero ser coisificada. Não se trata de esquecimento da terminologia correta, nem de algo moderno ou inusitado... Existem formas de ser coisificado. Quando em vida se é um grande artista plástico, suas obras o fazem coisa: 'Fulano tem um Monet em casa'. Coisa."

Pensar enlouquece. Pense nisso
"Por vezes encaro "Pensar Enlouquece" como uma espécie de antiblog. Não porque eu desgoste de blogues ou raramente fale de minha vida pessoal, e sim porque não sou, e provavelmente jamais serei capaz de publicar textos aprazíveis todo santo dia. Enquanto a maior parte de meus colegas publica três, quatro, cinco posts no intervalo de poucas horas, aqui dificilmente você se deparará com mais do que um texto por dia, e isso se houver algum."

MOSHI MOSHI
"...ok, ok, vamos à Blue Space, então, respondi ao meu amigo. Coloquei meu casaquinho preto, borrifei perfume na nuca, passei sombra _tudo isso pra quê, meu Deus, se eu estava indo a uma boate gay?!"

CrOMOSSOMOS
"Se eu soubesse que para ser médico bastaria fazer algumas perguntas ao paciente e depois consultar um compêndio narrando os sintomas das doenças e que remédio dar, eu não teria me dedicado à publicidade. Eu não precisaria gastar fosfato para criar slogan para margarina."

Capman
"De qualquer maneira, é bom eu não me animar muito. Do jeito que eu ando sortudo ultimamente, é bem capaz da luz no fim do túnel ser um trem que vem na direção contrária...""

.:.:. vIvEnDo Na Da MoRi .:.:.
"Perdi o controle naquela manhã. Não que tivesse saído atirando as coisas pelo chão ou que tivesse deixado a sala aos berros e correndo, mas perdi meu controle sem saber o que fazer da vida...."

Ensaios Meus
"A biografia pessoal se constitui em poucas coisas que realmente fizemos, em um estreito e esguio caminho que escolhemos percorrer; e em um universo infinito de opções que abrimos mão, que não desfrutamos, que não experimentamos, lugares e trilhas que deixamos para trás, veladas; possibilidades que não vingaram. Menos o que escolhemos, e mais o que não escolhemos."

O afetivo redescoberto
"Se na vida o que vale é se encontrar, seja na queda de abismos ou beirais dos anseios, o que torna a experiência mais vívida e atraente é sentir o gosto da travessia, seja ela assertiva ou equivocada. E nada mais soberbo do que perder-se para encontrar-se inteiramente."

Ernestinho e suas mulatas besuntadas
"Persela, a vesga
Capítulo de hoje: O amor de Persela e Tony Johnny é "lindo, tão lindo, nada pode ser mais lindo". Enquanto eles comem um lindo algodão-doce cor-de-rosa no pátio da escola, Persela diz:
- Puxa, Tony Johnny. Jamais pensei que eu pudesse ser tão amada. Você sabe, não sei se já percebeu... mas eu sou vesga!
- O quê? Ah, amor, estava falando comigo? Eu pensei que você estivesse olhando para lá... "

Guindaste
"Doutor, eu vim aqui porque eu estou salivando muito à noite. Toda noite, minha boca enche de saliva. Muita Saliva.
E eu já me afoguei três vezes."

Uma dama não comenta
"O problema não é passar a tarde ensolarada às voltas com um pneu furado... O grande problema é a visão da bunda cabeluda do mecânico cada vez que o cara se abaixa. É que nem acidente de trânsito. Grotesco, mas você não consegue deixar de olhar"




Quem escreve?
..

Roberto Sasaki tem lá quase seus 30 anos e já exibe sinais de uma certa senilidade precoce, talvez conseqüência de sua compulsiva adoração por junkie food.

Diz que gosta de ler, mas se nega a revelar o nome do último livro que leu, talvez por receio, vergonha, ou porque já se esqueceu mesmo.

Leva tempos para assimilar e aceitar a introdução de novas tecnologias revolucionárias em sua vida, como o uso de panelas elétricas para fazer arroz e a função despertador de seu celular.

Invariavelmente cochila dentro do carro ao voltar do trabalho, em pleno trânsito (prova maior e irrefutável de sua senilidade segundo as más línguas).

Já perdeu a conta das vezes em que se envolveu em "pequenos incidentes de trânsito", termo metafórico que usa para dizer que bateu o carro mesmo, e que não foram poucas vezes. Isso explica o fato de sempre ser convidado para ocupar o banco de passageiros em qualquer atividade coletiva que envolva transporte sobre quatro rodas.

Diz que gosta de ir ao cinema, mas desconfia-se que seja mais pela presença dos amigos do que pelos méritos do filme. Alguns mais maldosos dizem que não se trata de nada disso, que é a pipoca mesmo que o atrai.

Invariavelmente tende a resistir perante uma nova música de sucesso, para depois ser visto cantarolando compulsivamente a mesma música por horas a fio.

Dizem que gosta de escrever, seja lá o que for: contos, cartas, lista de supermercado. Por causa disso, sempre ficava com a parte de copiar o Amanaque Abril nos trabalhos escolares.

De qualquer maneira, considera a escrita a mais poderosa forma de comunicação, e por isso procura ser sensato em suas opiniões. Bem, pelo menos, na maioria delas... E quando se lembra disso...




Favoritos
Ivox
Minhas opiniões sobre música e cinema

Cinemascopio
Críticas de cinema da melhor qualidade

"Escrever para jornal pode ser gratificante, estressante e frustrante. Gratificante quando há espaço, estressante pelas deadlines, frustrante pela mutilação de textos promovida pela falta de espaço. Num tom mais melancólico, a crítica, matéria ou entrevista primorosamente editada hoje pode, amanhã, estar embrulhando peixe no mercado ou forrando o piso de alguma butique..."

Pensata
As colunas bem humoradas de Lúcio Ribeiro sobre o mundo pop

Blog do Basquete Feminino
O melhor e mais completo site sobre o esporte

the.way.things.are
Notícias e sugestões sobre o que ver e ouvir





19.7.04


Traumas de infância O concurso de Miss Caipirinha já era uma tradição na escola e tinha regras bem simples: a menina que vendesse mais cartelas de bingo era a eleita. Como qualquer menino de 7 anos apaixonado, juntei todo meu dinheiro das merendas e comprei várias cartelas em nome da Lyra, minha candidata preferida.

Só com as minhas vendas, a Lyra já poderia se considerar virtualmente coroada. O problema é que ela não queria se candidatar - além de linda, era tímida. Foi então que, para solucionar o impasse, a professora Zelda teve a brilhante e revolucionária idéia de lançar o meu nome para o concurso de miss (!!!). Todas as crianças adoraram a idéia, com exceção da Andréia, que queria porque queria ser eleita a Miss Caipirinha, e eu, obviamente, que apesar de novo já tinha plena noção de que aquilo era coisa de mulherzinha.

Apesar de minhas reclamações, eu praticamente fui obrigado a participar do concurso e, se não fosse uma manobra desesperada da família da Andréia, que na última hora comprou uma quantidade exorbitante de cartelas para lhe garantir a coroa, eu seria eleito Miss Caipirinha 1982 da E.E.P.S.G.Prof. Roldão Lopes de Barros.

Taí uma coisa que eu achava que nunca seria capaz de contar para ninguém...



escrito por Roberto Sasaki at 12:16 AM Comente aqui:

11.7.04


Para meu afilhado no Japão Com seis meses de gestação, a Paty chegou do Japão para ter seu filho no Brasil. Já fazia alguns anos que ela havia partido, e seu retorno foi comemorado com muita alegria. No dia 30 de janeiro, nasceu o Igor.

As horas passavam serenas ao lado dos dois. O ambiente possuía uma atmosfera encantadora de carinho e era difícil não se envolver diante de tanto amor. O mais impressionante era o olhar de minha prima quando tinha o Igor em seus braços, a maneira cuidadosa com que o envolvia para amamentá-lo, fazia meu coração acelerar e muitas vezes me dava vontade de chorar.

Mais do que voltar para o Brasil e ter seu filho, a Paty nos trouxe a oportunidade única de acompanhá-la neste momento tão especial e único, rico e repleto de sentimentos derivados do amor.

E pensar que há alguns anos eu pegava a Paty nos ombros e saía galopando por campos imaginários, enquanto ouvia seus gritinhos de prazer, ou lembrar dela desfilando pela casa com um cobertor amarrado no pescoço, dizendo que era a Rainha da Inglaterra, ou a Patrine, dependia do nó, quanta coisa mudou. Eu sempre me diverti muito com a Paty, sempre lhe desejei muitas felicidades.

E agora, o Igor.

Realmente, existe um Deus.



escrito por Roberto Sasaki at 10:52 PM Comente aqui:

9.7.04


Coxinhas Depois de insistir bastante, consegui convencer o Teng a me dar dois dos camundongos que ele usava em seus experimentos. Branquinhos, gordinhos e com o formato de coxinhas, os filhotes me foram entregues dentro de uma caixa de sapatos infantis. Perguntei se os dois eram do mesmo sexo. A risada do Teng antes da resposta já deveria ter me alertado que não, mas ele disse que não fazia a menor idéia, já que eram todos iguais ao nascer. Caso não fossem, em algumas semanas eu acabaria descobrindo.

"Não, ele não aprontaria uma dessas comigo", foi o que pensei, ainda desconfiado.

Bem, em menos de um mês eu acabei descobrindo que realmente tinha motivos para desconfiar do meu amigo. Minhas coxinhas deram cria e, ao invés de dois, de repente eu tinha nove camundongos. Pouco depois, já eram 27. As previsões eram aterradoras. Em muito pouco tempo, teria um verdadeiro exército de coxinhas esfomeadas em meu próprio quintal.

Foi aí que minha mãe resolveu intervir.

Enquanto estava fora, ela levou todos os bichinhos para uma Pet Shop e, após rápida e sigilosa negociação, os trocou por um maço com 5 algas de aquário.

Isso mesmo. Num hipotético mercado negro de bichinhos de estimação, a vida de 27 camundongos equivale a vida de 5 exemplares de Egeria densa. Não se deixe enganar.




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